Informatica e educação


Meu Artigo

Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Educação
Disciplina: Educação e Tecnologias Contemporâneas
Semestre: 2006.1
Professora Maria Helena Bonilla
Aluno: Gregory Landis

A TV digital na Sala de Aula

A televisão é uma tecnologia que foi introduzida no Brasil nos anos sessenta. Desde sua chegada, a TV provocou mudanças na sociedade, sejam maneiras de pensar, maneiras de conseguir informações, maneiras de manipular pessoas; a TV tem sido uma ferramenta muito útil. Hoje, a TV esta inaugurando uma nova época na sua existência. Isto é a TV digital. A TV digital vai abrir muitas opções, tanto para o usuário, quanto para os canais da TV. A primeira diferença será a mudança no papel do usuário. Agora, no modelo atual, ele pode apenas escolher entre vários canais com algumas programações diferentes. Com a TV digital ele se tornará o próprio programador, com milhões de opções, além das que ele mesmo possa criar. Na sala de aula pode haver uma revolução como esta nova ferramenta.
Para examinar as novas opções que a TV digital pode proporcionar à sala de aula, será necessário ver como é que a TV e o vídeo eram usados e são usados atualmente. Para ver isso precisamos analisar alguns métodos específicos do uso, os problemas que são enfrentados no uso, e as opções que este meio de comunicação oferece ao usuário, ou seja, o professor.


Escrito por glandis às 02h03
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Atualmente existem duas formas de uso para TV e vídeo na sala de aula: a forma mais adequada pedagogicamente e a forma menos adequada. É necessário entender que a forma menos adequada é o que alimenta o fogo daquelas pessoas que temem a chegada de novas tecnologias. O vídeo pode ser usado para “tapar um buraco” na aula. Em muitas escolas, quando o professor fica doente, usa um vídeo para a aula. Isso dá uma idéia aos estudantes que o uso dum vídeo implica em não precisar aprender nessa aula. Outro exemplo do mau uso é quando vídeo não tem muito relação com a matéria da aula. Também quando a escola acabou de comprar um TV e todos querem usá-la a toda hora, sem prestar atenção ao conteúdo ou à linguagem. Muitas vezes, nesse caso, os filmes são simplesmente usados demais. Um último exemplo é quando o vídeo é usado, mas não acompanhado pelo professor, ou seja, é só o vídeo, sem o professor (Moran, 1995). Entender quais são os maus usos do vídeo vai ajudar a construir formas mais adequadas de usar os filmes e a TV na sala de aula.
Tem muitos métodos adequados para o uso do vídeo. É importante entender que o vídeo tem uma característica própria a ele. Ele chama atenção e por isso é bom usar o vídeo ou TV para “despertar a curiosidade” (Moran, 1995) dos alunos. O velho dito “uma imagem vale mil palavras” tem muita significância para o uso do TV na sala de aula. “Um vídeo traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos” (Moran, 1995). Ele pode ser usado para ilustrar uma reação química ou uma planta crescer, coisas que podem ser perigosas demais ou demoram demais para fazer numa sala de aula. Moran também acha que o professor deve gravar os seus vídeos mais usuais para não ter que estar sempre pedindo emprestado dos outros. Se um grupo de professores fizer isso o trabalho e custo ficaria mais leve para todos. É bom anotar aqui que Mônica Cerbella Freire Mandarino adverte que deve haver uma boa maneira para classificar e guardar as fitas e que deve usar mais de um programa em cada fita “por questões econômicas". Ela também diz que o vídeo não deve ser mostrado na aula sem que o professor não o tenha visto antes. Isto é porque muitas das fitas são escolhidas por causa de um colega a ter recomendada. Como todo mundo sofre com a falta de tempo, muitas fitas são vistas pela primeira vez pelo professor, como também pelos alunos. O caso de TV ao vivo é distinto porque tem um uso próprio, mas diferente ao de um vídeo educacional. O vídeo educacional pode e deve ser acompanhado com o ensinamento do professor enquanto que em um programa ao vivo, o melhor a fazer é refletir depois de ter sido visto. Um último uso é como um espelho, diz Moran. Todos podem aprender muito se olhando. O uso de vídeo para uma aula de oração em público com uso da retórica é o mais usual, entretanto este uso de vídeo pode ser benéfico para qualquer aula. As pessoas nunca gostam de se ver ou ouvir nas gravações, mas é sempre bom para aprender de si mesmo. O produzir mesmo de um vídeo também tem muito valor, pois toda a produção de um vídeo pelos alunos segure uma maneira de criar um ambiente de interesse de verdade na sala de aula. Também da aos alunos uma oportunidade de mostrar numa forma dinâmica o que aprenderam na aula.


Escrito por glandis às 02h02
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Até agora o TV e vídeo na sala de aula estão faltando duas habilidades muito importantes: a modificação e a interatividade. Estas coisas são fundamentais na sala de aula justamente porque são fundamentais em toda a educação. A adaptação é uma característica essencial para um professor, pois deve ser fundamental para as ferramentas que ele usa também. O outro, interatividade, é tão fundamental quanto à adaptação. Sem a habilidade ou opção de interagir a educação perde todo interesse que um aluno tiver na sala de aula. Pode tomar os já citados “maus usos” da TV e vídeo como exemplos disso. O erro de mostrar apenas um vídeo na aula sem falar dele é mau porque falta interação. Os alunos não aprendem porque falta a interatividade que é necessária para pegar o interesse deles. E a razão pela qual é ruim mostrar uma fita que o professor não conhece é que ele não vai poder modificar a informação para sua melhor aplicação na aula. São estas duas qualidades que a TV digital possui que não são encontradas no atual formato de TV e vídeo existentes.
A TV digital introduz novas opções que requerem uma nova maneira de olhar e fazer a educação. Na TV digital, a TV tradicional é complementada com o mundo da internet e outros meios de comunicação. “A TV digital interativa é uma integração do sistema clássico da TV com o mundo das telecomunicações, da informática, permitindo o acesso à Internet e à informação, facilitando a interatividade (Neves, 1998)". A interatividade é a clave da TV digital. É a interatividade que traz a revolução à sala de aula. Todo mundo gosta e conhece a TV. A internet está chegando a ser mais importante cada dia. A mistura dessas duas coisas cria opções que antes só eram imaginadas. Alunos vão deixar de ser sujeitos que depois de passar pelo sistema, são “educados”. A TV deixa de ser uma tecnologia unilateral e torna-se uma tecnologia bilateral, isso quer dizer que em vez de espectadores (os alunos), eles passarão a ter voz.
Como sugere Lafrance (1994): a relação que (a velha televisão) estabelecia com o espectador era de tipo vertical, paternalista e autoritária: lhe ensinava algo, lhe informava de [...] lhe apresentava um espetáculo.[...] Em resumo, as emissões estavam marcadas pelo ritmo do acontecimento, da festa. Consumo quase sagrado, ritualização da vida coletiva entorno de acontecimentos excepcionais o convertidos em excepcionais pelo ufanismo mediático. (Sergio et al, 2004)

Com a TV digital, alunos podem não apenas questionar o conteúdo que recebem, podem ir a verificar ou derrubar a informação. Na sala de aula do TV digital isso vai ser parte do programa, questionamento e verificação.


Escrito por glandis às 02h02
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A TV digital vai abrir muitos outros canais para serem selecionados. Por causa disso não muda apenas o papel do estudante como também o papel do professor. Atualmente para obter informações a população usa principalmente a TV. Usa também o radio, jornal, e internet, mas o mais fácil e usual é a TV. Quando entrar a TV digital outras canais vão estar abrindo. Como vai poder pegar a TV num celular, ela se torna mais como o radio. Como o internet vai ser integrado com a TV digital, as pessoas vão ter mais acesso às informações do internet. Então, onde antes o professor funcionou como a única fonte da informação para o estudante, o estudante vai ter muitas fontes de informações. O professor vai ficar como um dos muitas opiniões. Ele pode continuar a dar mais informações aos estudantes, sendo apenas mais uma voz (e uma voz meio chato) para eles escutar. Até agora, é isso que a maioria dos professores estão fazendo, mas está começando a ser mais necessário um outro papel para o professor. Em vez de simplesmente dar informações aos estudantes e ser mais uma fonte, ele pode trabalhar como facilitador para eles. Num mundo com tantas idéias e dados, o que os estudantes precisam saber não é mais um dado. Eles precisam de saber como escolher os dados e informações neste mar de idéias. É isso a necessidade dos alunos agora, e esta sendo mais e mais assim. Não vale agora o velho formato de “emissor-mensagem-receptor” (Sergio et al, 2004), pois os alunos tem informação demais. Eles precisam de aprender como é que podem escolher entre estas informações as informações mais seguros.
Enquanto não sabemos exatamente quantas e quais coisas vão mudar quando a TV digital chegar, vamos ver o conceito que ela mais vai proporcionar na sala de aula. Isto seria a interatividade. Para a interatividade na sala de aula, não é preciso uma TV ligado a um satélite, nem tendo isso quer dizer que a sua aula vai ser interativa. Se trata de uma forma diferente para ensinar. Os alunos de hoje e amanha estão descobrindo coisas fora da sala de aula. São estas coisas que vão lembrar e apreciar daqui a vinte anos. Se os professores querem dar uma educação boa que os alunos vai apreciar, tem que procurar maneiras de interagir com os seus alunos. Se alguém dizer alguma coisa para mim não tem tanta valor quanto as coisas que eu descobrir por mim. Então a idéia é procurar maneiras para os alunos se interagir para descobrir coisas sozinhos, facilitado pelo professor. A TV digital pode facilitar a interatividade na sala de aula através das opções que provei. Ela vai introduzir, como o internet fez, mais uma fonte de informação na sala de aula. Mas não basta só introduzir a TV digital e pronto. Ela sozinha não vai fazer muito porque ela mesma usa numa forma o formato de gerador-
receptor de informações. O professor tem que usar ela como uma ferramenta, se não vai cair nessa mesma estrutura. Por tanto pode ser que a função mais importante que a TV digital oferece é mais uma oportunidade de discutir essas questões.


Escrito por glandis às 02h01
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Bibliografia

Bibliografia

Cerbella Freire Mandarino, Mônica. “ORGANIZANDO O TRABALHO COM VÍDEO EM SALA DE AULA”. Morpheus Revista Eletrônica em Ciências Humanas. Ano 01, número 01, 2002 - ISSN 1676-2924

Moran, José Manuel. “O Vídeo na Sala de Aula”. Revista Comunicação & Educação. São Paulo, ECA-Ed. Moderna, [2]: 27 a 35, jan./abr. de 1995

Neves, Carmen Moreira de Castro. Tecnologias Audiovisuais: TV e Vídeo Na Escola
Rio de Janeiro, v. 26, n. 141, abr./jun., 1998.

Sergio et al. “SERVIÇO DE APOIO A DISTÂNCIA AO PROFESSOR EM SALA DE AULA PELA TV DIGITAL INTERATIVA”. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 1, n. 2, p. 53-70 , jan../jun. 2004 – ISSN: 1678-765X.


Escrito por glandis às 02h01
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Pois so restam mais alguns dias aqui. Tenho que dizer que estou feliz que posso retornar pra o meu país. Isso não quer dizer que não gostei do meu tempo aqui, eu adorei. Aprendi muito muito, na faculdade tanto quanto na vida. Vi varias coisas, lindas e feias também. O Brasil é muito legal, vcs têm um país muito muito legal, e eu acho maravilhosa ver que vcs, meus colegas, estão trabalhando muito para melhorar o que tem. É isso que é mais importante, sempre adiante!

Escrito por glandis às 11h10
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19/06/2006

Hoje não chegue na aula, pois eu estava ainda voltando de recife. Foi massa la. eu conheci Natal, as dunas e a praia. Conheci um pouco de Recife mesmo e Porto de Galinhas. Passei o final de semana numa base de JOCUM (jovenes com uma missão) que foi muito legal e interessante também. Muita gente boa.

Escrito por glandis às 18h10
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11/06/2006

Hoje continuamos explorando os diversos comceitos do internet. foi interesante como sempre, mas também um pouco cansativo. A professora viu o meu artigo e isso me ajudou bastante com meu gramatica e também para saber onde direcionar meu artigo. eu preciso examinar mais o conceito de interatividade e o papel do professor no ambiente duma sala de aula interativa.

Escrito por glandis às 18h08
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26/06/2006

Apresentamos o nosso seminario hoje. Eu acho que foi bom, mas eu teria gostado de ter mais interação com os meus colegas, pois a gente falou demais e a professora tinha muito para dizer também. Era todo muito interesante, mas era demais, eu acho. E demorrou demais também.
Sobre a interatividade, que interesante que parece que embora a TV digital tiver todas as possibilidades para facilitar a interatividade, parece que com o padrão japones e o alto custo dos aparelhos, não vai existir esa coisa, ou pelos menos não vai ser ccomo eu tinha imaginado.

Escrito por glandis às 18h04
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04/06/2006

Aula de hoje foi muito interesante. Estos conceitos eu uso cada dia e não presto muito atenção ao que querem dizer. Especialmente o conceito de interatividade foi interesante para mim. Eu estou usando este conceito muito no meu artigo sobre o TV digital na sala de aula. Parece que ate hoje a coisa que mais falta no uso de TV na sala de aula é esse interatividade. A idea é que com TV digital voce vai poder lancar os seus proprios proyetos e também vai poder mudar as coisas que recebe. A idea do receitor estar produsindo vai mudar muitas coisas na sala de aula. O monopolio de Globo vai cair com certeza.

Escrito por glandis às 12h12
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Depois de ver os blogs no reflexaodeprofessores.blogspot.com posso dizer que eu vi um outro lado de uso dos Blogs. Quisas é como o meu amigo Ethan que usa o blog dele para publicar suas quadrinhas e ver os dos amigos. Os professores podem usar os Blogs para fazer a mesma coisa, publicar seus metodos e ver os metodos dos outros. Eu acho que qualquer profesao vai poder fazer isso. Um problema agoraa vai ser que tem muitos blogs, e este numero vai crescendo cada dia. Vai ser mais e mais dificil de encontrar um blog que seja muito bom, que vale a pena visitar.

Escrito por glandis às 12h13
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Uso dessos blogs

Bom, os blogs. Como é que são usados? na minha experiença o blogs são usados como uma forma de entrenimento e para ter mais uma coisa para se distraer do trabalho ou da vida. Eu estou falando das coisas como o Orkut, ou, nos Estados Unidos, o Myspace. Mas é legal, voce fica com o proprio espaço para publicar os teus pensamentos e as veces arte e ideas. Tenho alguns amigos que usam os blogs para colaborar com outros artistas, por exemplo, Ethan, o meu amigo artista de historias de quadrinhos. Ele colabore com outros amigos e usa o blog como um lugar para praticar e mostrar o seu trabalho. Visite aqui o blog dele: http://www.xanga.com/home.aspx?user=AgentQ7
Então, eu acho que podem ser legais, mas tem perigo de entrar neste mundar e jamais sair.

Escrito por glandis às 10h35
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è claro para mim que a televisão e os videos podem ser usados pela educação. Ate eu acho que são usasdos agora mesmo para educação, so que não é a educação como aparece na escola. quantas pessoas tem conhecimento atraves do TV? O melhor, quantas pessoas acham que sabem alguma coisa por causa do que verem na TV? A midia nos fala e insina o que roupa levar e quais palavras são boas e quais não são boas. a grande questão é como usar este ferramento para a educação positiva.

Escrito por glandis às 11h59
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Eu achei o video sobre a historia de Software Livre muito legal, muito longo mas muito legal. Gostei muito da ideas dos fundadores do software livre. Por que é que as programas devem ser licensiados? Mas tambêm tinha algo que o Bill Gates falou, que as pessoas que escrevem as programas merecem ser pagos. Isso é claro e eu ainda não entendi muito bem como é que os programistas ganham dineiro. o quisas é suficiente so ter um programa que funciona como eles querem.

Escrito por glandis às 12h25
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Oi pessoal! Estou entrando no mundo de Webblog! Ya tenho outro sobre o meu experiencia aqui no Brasil. Se a pessoal quiser vistar la tambêm o endereço é www.gregandbethinbrazil.blogspot.com so que vai em Ingles, me desculpe.

Escrito por glandis às 09h41
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